Sábado, 27 de Outubro de 2007

O Ciclo da vida na Terra

Todos os dias, quer vejamos ou não, o sol nasce e adormece,

De vinte e quatro em vinte e quatro horas a lua namora a terra e o sol,

Também o nosso corpo, qual relógio biológico, marca dias, horas e minutos,

Para dormir, acordar, trabalhar, amar, aprender e desaprender,

E, assim sucessivamente, todos os meses, anos e décadas,

Fazemos parte de um ciclo que obecede à marcação do tempo e dos tempos,

Como o mar que enche e vaza de maré em maré,

Como a ave migratória que voa de lá para cá e de cá para lá,

Como a planta que nasce, cresce, floresce, reproduz-se e morre,

Como o sonho que vem, perturba ou alegra e termina ao acordar

Enfim, fazemos parte desta rotação em espiral, que circula

Subindo ou descendo, segundo o azimute do observador,

E que termina, fisicamente, gritando em silêncio,

Até aqui consegui chegar, ultrapassar e vencer,

O amanhã breve irá chegar, assentar-se e observar,

Colocando um ponto final numa frase de vida por acabar,

Sim porque há sempre mais para aos outros apresentar...

Açores, 27OUT2007

JL 

 

 

publicado por basaltoacoriano às 19:25

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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

MEDO DO DESCONHECIDO

O facto de desconhecermos o desconhecido não impede que façamos parte desse desconhecido.
publicado por basaltoacoriano às 19:39

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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Ilha verde

 

ILHA VERDE

 

Verdes são os teus vestidos

Cores de pedra são os teus calçados

Azul é a pista onde tu danças

Escarpados montes são tuas tranças

 

Teus amores são teu povo

Que sempre te deseja de novo

Mesmo em terra longínqua emigrado

Continuas a ser o amor mais desejado

 

De ti, muitos visitantes falam

De tuas flores que perfumes exalam

De tua respiração que são fumarolas

Com tuas paisagens a todos consolas

 

Tu és como o primeiro amor

Cujos beijos são dados com fervor

Nas memórias assentas arraiais

As lembranças de ti são festivais

 

Tuas aves ecoam sons musicais

Que não se confundem com acordes triviais

Tua flora é cabelos ao vento, ondulante 

Tua fauna é vida de produção pululante

 

Tuas nuvens são o nosso opaco véu

Que nos alertam para a inspiração do céu

Tua chuva abundante nos enche de frescura

Tua fragrância nos alivia a solidão e amargura

 

Tua brisa matinal sacia a nossa inquietação

Teu por do sol enche nossos olhos e coração

Tuas noites estreladas são gozo confortante

Estar contigo é melhor que presença de amante

 

Te nomearam de Ilha de Miguel Arcanjo,

Para mim és música e instrumento que tanjo

És amor que me fala, quando meu íntimo sondas

És berço de vida que me embala na crista das ondas

 

JL

publicado por basaltoacoriano às 22:10

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Domingo, 21 de Outubro de 2007

QUEM SOU EU?

QUEM SOU EU?

 

Procuro no dia a dia encontrar

Para ao meu ego mostrar, saciar...

Para com ele falar, dialogar, reafirmar.

 

Encontrar o quê?

Encontrar das coisas o porquê,

Explicação para tudo para além do que se vê.

 

Travo com ele batalha tal,

Renhida de extremidade brutal,

Sem sentido e sem nexo sentimental.

 

Rodeio-me de justificações

Esgrimo argumentos embebidos de acutilações,

Exausto constato a fragilidade das minhas razões.

 

Não, não estou de filosofia falando,

De qualquer ciência ou tema deambulando,

Mas da procura dos porquês, e estes justificando.

 

Analiso constantemente,

As palavras, os actos, os espelhos da mente,

Nos hemisférios interiores do composto denunciante.

 

Sim, porque os olhos falam,

Denunciam quais cortinas que ambiente explanam

São escape que o ser e alma com profundidade identificam.

 

Regresso à minha interna discussão

Como se de dois seres se tratasse em coabitação

Na procura, na ânsia de resposta cabal dar à meditação.

 

Sem abstracções, fugas ou dúvidas, concluo:

Meu ego é meu, qual nascente de pensamento fluo

Como simbiose paralela e linha interceptada constituo.

 

Sou o que sou, sou eu,

Sou fruto de herança e planta que universo teceu,

Sou amigo e inimigo meu, do meu eu, no que se converteu.

 

Açores

JL

publicado por basaltoacoriano às 19:43

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