Domingo, 21 de Outubro de 2007

QUEM SOU EU?

QUEM SOU EU?

 

Procuro no dia a dia encontrar

Para ao meu ego mostrar, saciar...

Para com ele falar, dialogar, reafirmar.

 

Encontrar o quê?

Encontrar das coisas o porquê,

Explicação para tudo para além do que se vê.

 

Travo com ele batalha tal,

Renhida de extremidade brutal,

Sem sentido e sem nexo sentimental.

 

Rodeio-me de justificações

Esgrimo argumentos embebidos de acutilações,

Exausto constato a fragilidade das minhas razões.

 

Não, não estou de filosofia falando,

De qualquer ciência ou tema deambulando,

Mas da procura dos porquês, e estes justificando.

 

Analiso constantemente,

As palavras, os actos, os espelhos da mente,

Nos hemisférios interiores do composto denunciante.

 

Sim, porque os olhos falam,

Denunciam quais cortinas que ambiente explanam

São escape que o ser e alma com profundidade identificam.

 

Regresso à minha interna discussão

Como se de dois seres se tratasse em coabitação

Na procura, na ânsia de resposta cabal dar à meditação.

 

Sem abstracções, fugas ou dúvidas, concluo:

Meu ego é meu, qual nascente de pensamento fluo

Como simbiose paralela e linha interceptada constituo.

 

Sou o que sou, sou eu,

Sou fruto de herança e planta que universo teceu,

Sou amigo e inimigo meu, do meu eu, no que se converteu.

 

Açores

JL

publicado por basaltoacoriano às 19:43

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